Sexta-feira, Julho 13, 2007

posted by Miguel C. Romão :

Preciso

De uma parede para gritar, a minha já se fartou.

De uma tela que não me conheça, a minha já faz os desenhos sozinhos.

De uma folha de papel virgem, a minha já foi violada por mim.

De um livro que me ensine coisas novas, os meus já só me atormentam o intelecto.

De uma voz, os meus ouvidos estão surdos de sensatez.

De um abraço, o meu corpo quer tombar.



De algo, o nada apodera-se do tudo.

Segunda-feira, Julho 09, 2007

posted by Miguel C. Romão :

Adoro quando sorris para mim, quando dizes "olha quem é ele" com um sorriso honesto. Obrigado por termos conseguido destruir a barreira.

Terça-feira, Julho 03, 2007

posted by Miguel C. Romão :

Porque é que não me deixas conhecer-te?

Porque é que eu não consigo quebrar a muralha de silêncio entre nós? Porque é que te sentas de costas para mim no mesmo banco?

Eu quero conhecer-te, deixa-me conhecer-te porra.

Tenho expectativas, tenho-te visto, tenho-te conhecido indirectamente, e creio que tu também a mim. Porque é que falar não pode passar do mínimo do socializável? Olá, bom dia, boa tarde, um sorriso rápido que não deixa apreciar a graciosidade do rosto, um rápido desviar dos olhos...o dever social foi cumprido, não há mais nada a dizer. És assim?

Ou és assim para mim?

Talvez eu não tenha o interesse que te faça querer falar comigo.

O problema pode estar em mim...

Não voltarei a tentar quebrar o gelo, ok?

(silêncio)

Pronto, já percebi.

Boa tarde...

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Terça-feira, Maio 01, 2007

posted by smithereen :

Mas que Caos tão Colorido

Um ultimo filme, em homenagem ao trabalho de P.O.O. sobre fractais:







Para o trabalho de fractais, na ultima tarefa, os segmentos tinham de herdar a cor do segmentos a que iam substituir, o resultado até é giro e tal

posted by smithereen :

Fractais









































Quarta-feira, Abril 11, 2007

posted by escritor de pacotilha :

A utilidade de estar na Faculdade

Em resposta aos eloquentes pontos de vista sobre a realidade universitária, tenho apenas a dizer que se é verdade que não chumbar por faltas nos permite maior flexibilidade no horário e talvez utilizar as horas a que faltamos para investir no bolo total do estudo das cadeiras que fazemos e tomando também por verdadeira a acepção que chumbar a cadeiras (apesar de não ser o fim do mundo) não é muito útil, concluo o seguinte:

Podemos faltar às aulas, certo. Podemos utilizar essas horas para dormir, estudar, comer, descansar, ler as notícias, qualquer coisa. O que eu aconselho é que se maximize a utilidade dessas horas que dispomos.

Por exemplo, se decidirmos faltar a uma aula porque estamos fartos de lá estar, devemos sempre pensar na maneira que vamos utilizar essa hora e meia. E a pergunta que nos devemos fazer é: qual a melhor maneira de transformar este tempo que estou a perder de aula para ficar melhor servido no âmbito da faculdade?

Se for comer, descansar, dormir, estar um bocado na internet, façam-no! De nada serve andarmos pela vida académica como zombies, apenas concentrados nos estudos. Temos o direito e o dever de descansar e distraírmo-nos por uns momentos da faculdade; aproveitem esses momentos ao máximo.

Se for para fazer trabalhos, projectos, estudar, exercícios ou tirar dúvidas, agarrem-se a isso e parem só quando terminarem. Quanto mais rápido efectuarem os deveres que têm para esse dia/semana melhor, pois permite maior tempo livre nesse dia/semana que podemos utilizar para o que quisermos (estudar, descansar, etç)

Conclusão: devemos sempre ter em conta que sim, é verdade que estamos sempre cheios de trabalho, mas estamos na faculdade, e isso é a maior responsabilidade que temos neste momento; não somos nós que pagamos as propinas, não somos nós que pagamos as nossas contas, não somos nós que pomos a comida na mesa. Devemos o nosso trabalho na faculdade a quem faz essas coisas e só por isso já vale a pena esforçar-nos ao máximo na carreira académica.

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Domingo, Março 18, 2007

posted by Miguel C. Romão :

A verdade

pelo menos de alguns cursos.

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Quarta-feira, Março 14, 2007

posted by Miguel C. Romão :

A Utilidade de Não se Reprovar

Reprovar a uma disciplina é uma coisa muito chata. Tão mais chata que é mesmo aborrecida. Talvez mesmo digna de insultos. Há até uma analogia entre chumbar e aquelas comichões que se tem nas nádegas, aquelas que não coçamos por parecer mal em público, apesar de toda a gente as ter. Essas comichõe representam um dos maiores tabus da nossa sociedade.

Contudo, chumbar é possivelmente mais chato do que isso.

Quando eu era puto, há cerca de um milhar de anos, eu pensava que reprovar na faculdade não era chato. Podia sempre tentar fazer no semestre ou no ano seguinte. Para quê chatear-me?

E isto ainda é verdade. Contudo, há umas entrelinhas chatas...é que disciplinas se podem chumbar ou não. Deixem-me desde já dizer-vos que chumbar às matemáticas é uma ideia muito pouco ... genial.

As matemáticas são úteis para tudo o que se faz a seguir, e estar a aprender a integrar ou a fazer cálculo matricial sozinho não tem piada...mas aumenta o ego, verdade...

Por isso, Reprovar não é útil, principalmente se se reprovar às cadeiras de matemática...

Contudo...viver vem antes dos estudos. Sinto que os estudos são das coisas mais importantes da nossa vida, (já) considero o meu curso com o maior desafio intelectual e ao mesmo tempo mais fascinante da minha vida, contudo se tiver de escolher entre parar um bocado e respirar não hesito.

:D

E já sabem, a divergência de B é 0. O rotacional de E é o simétrico da derivada de B. E com isto podemos concluir que o electromagnetismo é uma coisa bela.

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Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

posted by smithereen :

A Utilidade De Não Se Reprovar Por Faltas

O sonho de qualquer aluno do liceu, é saber que, quando entrar no ensino superior, terá disciplinas que poderá nunca ir e mesmo assim passar de ano. Como é bonita essa ilusão dos alunos.

Em tempos, também sonhei como qualquer aluno do liceu. Ter a liberdade de não ir às aulas, puder ir mais uma semana ou duas até ao Algarve, quem é que não gosta!

Aprendi da pior maneira, finalmente, a ser responsável pela minha assiduidade e pontualidade. Não só cresci, mas também me apercebi, das vantagens de numa cadeira não se reprovar por faltas. Primeiro, o número de alunos, na aula, começa a decrescer; Segundo, passam só a assistir às aulas, os alunos realmente interessados, em fazerem algo do curso. Todos ficam felizes, professores e alunos (os responsáveis e os “outros”).

Não se reprovar por faltas, é bom para todos, principalmente para alunos que vão às aulas. Como responsáveis que são, quando faltam a uma ou outra aula, o professor poderá ficar descansado, porque tem a certeza que o aluno, irá perguntar o que se deu na aula e estudar, até se encontrar ao mesmo nível dos outros.

O que será que se acontece, quando a disciplina existe a possibilidade de se reprovar por faltas? Percebe-se porque é que esta regra existe. Ao se obrigar todos os alunos a irem às aulas, talvez se consiga ensinar alguma coisa. Pensam os adeptos desta regra.

Errado! O resultado é sempre negativo, pois na disciplina passa a existir uma mistura de alunos responsáveis e os não responsáveis, e atenção esta mistura não é como a física: “os opostos atraem-se”. Neste caso o resultado é sempre confusão e conflitos, entre os alunos, que como responsáveis que são, querem prestar atenção e os que estão na aula só para marcar presença e o professor que se tem de chatear, pois no fim de cada aula, quando olha para o seu relógio, se apercebe sempre que voltou a perder preciosos minutos: a mandar calar, a dar sermões e a pedir para certos alunos a saírem da aula. Todos são penalizados.

Portanto tenho o prazer, de agradecer a todos os professores, que não colocam aos alunos a possibilidade de se reprovar por faltas.

Muito obrigado

Sexta-feira, Setembro 15, 2006

posted by Miguel C. Romão :

E se tudo não passar de uma fútil tentativa de nos sentirmos melhor?

E se não passar de uma simples ilusão que podemos fazer a diferença?

Será que é só uma realização do nosso ego? Será o altruísmo o derradeiro egoísmo, e até egotismo?

Poderemos nunca vir a saber, há quem ache que o altruísmo não existe...que somos totalmente egoístas nas nossas acções, se bem que disfarçadas muitas vezes.

Mas nós sabemos, porque vimos no passado como aconteceu, que altruísmo ou não é a única esperança dos que sofre do egoísmo. Sabemos pois, meu irmão, que guerras vêm. Guerras que já levaram os nossos pais e a nossa irmão, os nossos tios e a nossa prima, guerras que nos quererão levar.

Mas não receies meu irmão, pois eu estou aqui e juntos fazemos a diferença. Não será na morte, pelo martírio, que daremos o exemplo, em vez façamos da nossa vida uma lição para todos verem. Façamos com as nossas mãos o que outros falharam em oração. Façamos com as nossas cabeças o que outros falharam em dogmatismo. Façamos, pois o que é preciso é fazer.

Guerras vêm, até ti, até mim, até nós. até todos. Ninguém está a salvo do futuro que nos espera, e que bela espera nos faz.

Estamos a construir o quê com este presente? Para quê as lamentações do passado? Porquê os receios do futuro? Se há vida agora, haverá vida amanhã? Depende de nós irmão.

O pior que temos a fazer é fazer-nos de cegos, e nem isso é realmente fazer alguma coisa. Façamos!

O mundo é o que é, devido ao que foi feito antes. Os idealistas do passado fracassaram em traçar o seu futuro, os demónios do passado triunfaram em destruí-lo. O futuro do antigamente já é passado do agora, o presente do futuro cabe a nós fazer, por egoísmo ou altruísmo, depende dos princípios da tua alma.
De certo não estás à espera que faça tudo sozinho o que será para nós os dois.

Vem, a guerra vem aí, façamos a nossa fortaleza da paz.

Quarta-feira, Setembro 13, 2006

posted by Miguel C. Romão :

O recomeço

Novo ano lectivo... novas ambições e menos dias de vida.


Haverá tempo para tudo?

Sábado, Agosto 12, 2006

posted by smithereen :

Segue o que amas

«Segue o que amas nem te dignes perguntar do que andam "outros" à procura, lá fora. Interroga-te sobre o que existe dentro de ti. Não sigas os teus interesses, tão mutáveis, mas aquilo que és e aquilo que amas, aquilo que não deve e não pode mudar.»

Domingo, Julho 02, 2006

posted by Miguel C. Romão :

Não morremos!

Nós ainda não morremos!
Mudámos de vida, somente. A faculdade, essa porca!

Mas havemos de esvcrever aqui! Sempre que quisermos!

Até à próxima, amigos da imaginação.

Deus ex Português - Ricardo

Sexta-feira, Abril 07, 2006

posted by smithereen :

Normal?

Será normal sonhar em inglês?
Ter um sonho em que falas em ingles e toda a gente que conheces, fale em inglês contigo. Mesmo aquelas que não sabem falar?

Sexta-feira, Março 31, 2006

posted by Diogo :

Momentos I




(Uma) Diferença que separa o Homem dos animais é a capacidade de ser derrotado por ideias intrinsecamente fúteis e Elevado por elementos maravilhosamente inúteis

foto retirada de http://diogomafra.deviantart.com

Sábado, Março 25, 2006

posted by smithereen :

Dor

Estou incompleto, nada mais sinto do que fomos feitos para sentir. Só tenho pressentimentos do que procuro. Não sei o que procurar.
A tentativa de me encontrar nos outros, é muito dificil. Perdido na confusão, é-me depois dificil de largar, tento sempre me ligar.

Serei o unico a ler o que lê? Serei o unico a ver o que se vê? Serei o unico a ouvir o que se diz?

Porque é que as pessoas dizem que percebem para depois fazer o contrário?
Porque é que existe medo em agir, perguntar.... perceber.


Sou louco.
Os meus sentidos estão apurados, o meu raciocínio no ponto máximo, já não existe o lugar para onde eu sempre voltava. Cada vez estou mais confiante no futuro.
No meu futuro.

Cada um tem de descobrir o seu futuro e é tão simples, basta sentir.



Mas a dor .... a dor continua... nunca termina, pois nunca sei me fazer perceber.

Quarta-feira, Março 22, 2006

posted by Ricardo Buarque :

pedaços de memória e reencontros

Ela é momentum, é ritmo, é dançar sem parar...
É rock e movimento puro,
É tanta beleza,
Ela é as luzes de uma foto em exposição
É gritar pular
Cantar gritar loucamente
É a minha nova paixão
A minha 'teenage dirtbag'
A minha primeira ida à disco
O meu primeiro beijo,
A nossa primeira bebedeira

É ela, tanta energia, tanta sensualidade
Tanta loucura que me atrai tão profundamente,
É o sentir toda uma vida pulsante nela
É aquela paixão irreverente....

meu selvagem e louco amor...

na melancolia resto longe de ti...



by ernesto soares
at swing swing - all american rejects
& just like honey - jesus & mary chain

Terça-feira, Março 14, 2006

posted by Miguel C. Romão :

Morto na vida, vivo na morte.

Eu até podia morrer hoje, o que é que ficava a ganhar com isso? Tudo ou nada?

Estou mais inclinado para o “tudo” e passo a explicar-me:

Eu prometo o fim do mundo, do actual, com o trabalho da minha vida. Se eu realmente acredito nisso? Já acreditei mais. Agora a minha vida futura não me parece mais que muito trabalho inglório, num cenário onde excluí certas e determinadas dimensões da minha vida pessoal para o realizar. Uma vida que não me atrai como pessoa, mas que me parece aliciante como humanista. Não posso deixar de admitir que estou motivado para fazer a minha futura vida, mas receoso em ter de vivê-la. Que melhor saída para este dilema que morrer novo, fazendo algo digno das minhas crenças, sem nunca ter que viver a vida toda? Assim ficaria marcado na história pelo que queria fazer não pelo que fiz. Mais fácil e com um possível maior impacto nas pessoas mais próximas de mim. Seria?

É uma saída muito oportunista e egocêntrica. Mete-me nojo pensar nessa hipótese, entristece-me pensar que falharei. Mas será que é fracasso?

A realização é tão ou pouco mais que uma sensação relativa, que fazemos após uma análise da nossa vida. Não implica propriamente concretização de objectivos, pelo que não é preciso caminhar a totalidade da estrada que leva ao seu fim. Simplesmente basta sentir que fizemos o possível e que nos excedemos.

Começo a ter pouca pachorra para a vida. Apresenta-se sempre nos seus trajes hipócritas e levianos.

Começo a ficar farto de me preocupar com a felicidade dos outros, mas sem me preocupar com a minha e sem haver ninguém que o faça. Ou que se preocupe, mas que não consegue fazer nada para alterar a minha vida.

Sou arrogante, sou snob! A vida aborrece-me! Trato a vida com tanto desprezo que ela não me liga nada. Devia estar a vivê-la em vez de estar a lamentá-la.

Hei de viver, hei de sentir a vida, hei de acreditar nela. Hei de perceber que se calhar vale a pena viver todo o caminho, hei de me aperceber que só assim chego ao fim do mesmo. Hei de haver fazer muita coisa. Hei de morrer, no fim da vida, em grande. Como o grandioso sonho que vivo, hei de vivê-lo para morrê-lo.

Hei de transformar o meu impulso em realidade, hei de mostrar a todo o mundo que fazendo se faz coisas! Hei de provar que não escrevi uma redundância.

Quebrarei esta cortina de tédio e de cansaço.

Viverei como ninguém por esta vida fora, para morrer como só eu poderia morrer. Serei esquecido, é certo, pois é difícil que faça o que quer que seja do que quero. Mas serei eu e mais ninguém a viver a vida que vivo.

A paz, o amor, a solidariedade, a justiça, a alegria, a felicidade, o ímpeto, a exaltação, a harmonia, a sabedoria, a vida...tudo não passará de um suspiro, que passará por entre os meus dentes num sorriso que esboçarei ao abraçar a morte.

Terei sido tudo o que quis ser. E isso...nada ninguém mo tirará, seja no fracasso ou no sucesso eu sou eu, vivo a minha vida.

Segunda-feira, Março 13, 2006

posted by smithereen :

Sonho em...

Das pessoas que passam por este Blog, menos de um terço não irá ler tudo que escrevo, parte desse terço não irá perceber o que está escrito e assim só irá sobrar uma pessoa que irá perceber o que foi escrito. Que infelizmente, sou só eu.


Muito tempo antes de este blog ser criado, muito tempo antes de me conhecer na quase totalidade, uma ideia me veio a cabeça. Uma ideia, tal como muitas outras, foi impulsionada com uma situação externa. Esta situação externa que falo, é pois claro, outra pessoa, pois como ser humano que sou, sou influenciado pelo meio que me rodeia. A ideia que me ocorreu e a que eu estou a caminhar para explicar. Para ser bem compreendida, necessita de se passar por vários acontecimentos, isto é, precisa-se de ter tido uma vida parecida com a minha, e que tal como todas as vidas é impossível de explicar na sua totalidade por palavras, é preciso de a viver

Sou incapaz de preparar adequadamente a pessoa que está a ler, para o que vou escrever, terei portanto de o fazer por partes. Pois nada do que estou a aqui a escrever, e pretendo concluir foi alguma vez escrito ou guardado, de alguma forma, fora da minha mente.

Nos últimos meses da minha vida tenho posto em prática, a tal ideia que ainda só referi. É algo bastante simples, e que todos nós a praticamos diariamente, mesmo sem reparar. O que será que tenho feito de diferente? A única coisa que tenho feito é tentar complicar algo que é simples. Só me tem dado trabalho e até problemas, tudo totalmente desprezável comparado com o que tenho conseguido realizar.

Comecei a agir no momento em que entrei na faculdade, onde não conhecia ninguém, melhor ambiente não poderia existir, mas mesmo assim fui incapaz de não o experimentar em amigos de longa data e até na minha família.
Não que seja algo que venha a influenciar qualquer relação directamente, mas indirectamente afecta-me e ao me afectar começo a excluir-me, a pôr-me de lado

Sinto-me mesmo muito mal a escrever isto, fui e sou um cobarde em não o fazer antes. Muitos me ajudaram e ainda me ajudam a tentar a realizar um sonho que nunca poderá ser alcançado, pois nunca poderá ser partilhado na sua totalidade. Tenho medo, pois mesmo antes de ter começado a agir, muitos pensavam mal, ou pior, noutra coisa. Não sei o que acontecerá se conseguir explicar-me algum dia.

O que poderei fazer, se não posso partilhar tudo se está na minha natureza de partilhar. Tal como não existe o crime perfeito, pois o criminoso necessitará de partilhar o que fez com alguém. Sou incapaz de me manter calado mas ao mesmo tempo incapaz de me fazer explicar.

Talvez por partes… conseguirei.

Afinal, no fundo, a base da minha ideia que está a ser posta em prática, é como fazer todas as pessoas felizes.

Segunda-feira, Março 06, 2006

posted by smithereen :

"Chuchu"

H-Minha Linda, meu amor, meu chuchu, minha flôr
M-Meu bombom, meu tigrão, meu arroz com feijão

D-Sempre que te vejo ardo em desejo
quem me dera espetar-te um beijo

H-O tamanho do teu olho lembra-me um repolho
o teu cabelo oleoso deixa-me nervoso
M-O teu bafo a cavalo é sexy, deixa-me prová-lo
Estou louca, dá-me um beijo na boca

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

posted by escritor de pacotilha :

Vivo

Na inconfessável esperança que as depressões e as euforias um dia acabem por se anular umas às outras e acabemos por viver em tranquilidade.

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

posted by Diogo :

O Regresso


Olho Esquerdo: http://www.diogomafra.deviantart.com Olho Direito: http://www.olhares.com/diogomafra

Saído do nevoeiro, regresso em prosa em breve, no silêncio ensurdecedor.

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

posted by Ricardo Buarque :

humidade zero

Casaco, Ipod, Sorriso

Ando, avanço.
Na melodia voo.

Existo e sou o último lúcido e imortal.

As pessoas passam, os carros param, o metro guincha, o céu escurece, o verde morre. O pânico persiste.

Ninguem sabe, niguem vê, ninguem é. Só eu, porque sei que sou, porque a música que sinto canta o tempo e o espaço, porque na indulgência do comum e do monótono encontro ritmo melodia paz.

De tudo o que tá parado ou move fria e ligeiramente enquanto corro, e sou vertigem.

Só desiquilibrio, tudo o é, e por isso funciona e há criação. Por isso prevalece a arte.

Chove, pára, chove outra vez e neva . . .

Uma coisa que acontece,

humidade zero

Domingo, Janeiro 15, 2006

posted by Miguel C. Romão :

Diario

Um grito de ajuda que não foi feito para ser ouvido, um lamentar que se apresenta sorridente.
Vivendo a vida preenchida, pouco tempo para pensar...pouco tempo para reflectir.

Pouco tempo para encarar os verdadeiros problemas da vida, vivendo a vida de tal modo ocupado e cheio de actividade que as verdadeiras mudanças tendem a aparecer.

Ocultando o fulcro da indefinição do que é preciso ser feito, vivendo despreocupado e sorrindo.

Afundando a vida num beco, quanto mais tarde isso se alterar menos hipóteses aparecem para mudar.

Respirando toda a essência da vida, sem dar valor à construção da mesma.

Gerando uma hipocrisia que asfixia o ser pensante, que pouco tem a dizer quando não há tempo para o ouvir.

Enganando quem não deve ser enganado, querendo ser enganado pelos motivos que não se deve deixar enganar. Enganar e dissuadir, assim se vive numa vida que mais se parece como um livro de páginas em branco...tudo pode ser escrito, difícil é faze-lo.

Caminhando cada vez mais resignado com o que é, cada vez mais apaziguado com o que faz mal, cada vez mais alegre para não sentir tristeza, cada vez mais altruista para não pensar na auto-destruição, cada vez mais impulsivo para não morrer em vão.

Iludindo quem vê, para que a desilusão não aconteça.

Vivendo porque morrer é pior.

Lutando porque parar é morrer.

Rindo...porque vale a pena ver o sorriso dos outros.

Terça-feira, Janeiro 03, 2006

posted by escritor de pacotilha :

Regresso

Voltei.


RCA

Segunda-feira, Janeiro 02, 2006

posted by Ricardo Buarque :

poizé

Parece que sim, parece que já passou um ano. Bem preenchido esse ano, material suficiente para uma telenovela ou qualquer palhaçada assim. Mas continuamos todos aparvalhados e vazios . . .

posted by smithereen :

Não sei se vou conseguir suportar

Terça-feira, Novembro 08, 2005

posted by smithereen :

Jardim


A luz foi o despertador do rapaz, forte demais para o profundo sonho. Com uma
dor na barriga mais aguda que a ponta de uma navalha, o rapaz pouco a pouco ia
tomando noção onde estava, que dia era e o ano. Estava mais que atrasado, não
poida perder o comboio. Para ele perder o comboio podia comparar-se à perda de
um amigo.

Mochila, saco-cama, casaco, t-shirt, caderno, discman, tudo arrumado na noite
anterior, só lhe faltava conseguir chegar a horas à estação. Enquanto corria, ia
lembrando-se da noite anterior, do que tinha feito, das conversas que tinha tido
e aquelas que não devia ter tido. Não se sentia arrependindo.

Só sabia que havia conseguido, não se apercebera como havia conseguido, só
lhe interessava que tinha chegado a horas à estação e ao comboio. Agora o que precisava era, por duas horas, duas longas horas, não pensar em nada do que estava a fazer, para onde ia e principalmente dos males que foram precisos para chegar ao ponto a que chegou. Anticipando este problema, da mochila tirou o seu discman e os auriculares, que se apercebeu logo que não eram dele, mas por alguma razão começou a rir sozinho feito de parvo, enquanto os colocava e ligava o discman.

A luta de duas horas contra o seu próprio raciocínio foi mais dura que esperava, a sua sorte é que tinha o __ a seu lado.

(...)

Sábado, Novembro 05, 2005

posted by Miguel C. Romão :

Resposta em carta aberta ao Manifesto

O conselho de coordenação e avaliação de vidas vem por este meio comunicar a resposta ao manifesto do utente, o Sr Miguel Romão.

É com um grande espanto que o conselho se vê a escrever este comunicado. O Sr em causa mostrou-se sempre uma pessoa calma e com um elevado nível de aceitação das directivas formuladas para o seu caso. Contudo, o manifesto redigido por ele levanta sérias interrogações e preocupações.
Após uma meticulosa leitura do documento em causa e após um rigoroso inquérito com uma avaliação do caso, o conselho decidiu não tomar qualquer acção abonatória em relação a nenhum das reclamações feitas. Esta decisão vem ao encontro dos princípios éticos e da legislação por onde este conselho tem vindo a regular a sua actividade, sendo estas as argumentações finais para justificar a decisão:

1- Seria injusto para com os restantes utentes mudar a vida de alguém só por ter redigido uma carta de reclamações. Iria trazer ao de cima um caso sem precedentes e iria fomentar uma nova prática por parte dos utentes do nosso serviço.
2- O próprio utente parece perceber que a vida faz-se, não se pede. O nosso trabalho é somente de regular essa actividade, sendo um trabalho subjectivo e com vastos critérios é normal que alguém saia mais lesado do que outras pessoas, contudo não há ninguém a culpar.
3- As altas autoridades a que se refere, identidade que redigiu este documento, carecem de existência. Não sendo algo que exista, então o utente não pode escrever um manifesto, onde aponta críticas e exigências, e não pode ficar à espera que seja levado em consideração. O documento em causa, o manifesto, carece assim de legitimidade, uma vez que é preciso haver destinatário.


Como tal, as altas autoridades não só diferem o pedido como não reconhecem
legitimidade ao documento, o que invalida a derradeira exigência do utente de ver este conselho demitido.


O conselho decidiu ainda fazer os seguintes reparos:

a- O utente mostra claros sinais de hipocrisia e incoerência. Afirmando que não se queixa da vida, apesar de todo o seu documento ser uma enorme queixa.
b- O utente não tem direito de criticar a vida que tem pelo que ele é. Se tem problemas com isso então que mude, mas não pode fazer dos outros bodes expiatórios.


Para concluir, o conselho considerou o manifesto uma ameaça à soberania do mesmo. Como tal, serão tomadas acções punitivas ao utente em causa durante um, ainda indeterminado, período de tempo, mas a começar na data deste documento.



Sem mais assunto,

O conselho de coordenação e avaliação de vidas.

Quinta-feira, Novembro 03, 2005

posted by smithereen :

Please not this day again

Aqueles chatos dias, que pensas que começa bem. Um daqueles dias em parece que não és tu que tens controlo do que se passa. Passas o dia a pisar merda, a te atirarem merda, simplesmente um daqueles dias...
Aprendi a evita-los!!! Não é necessário ficar o dia na cama ou na casa de banho a limpar a merda. A solução é simples, basta fazer algo totalmente inesperado, não é necessário ser algo de totalmente marado mas simplesmente ser inesperado. Mas atenção, não é fazer o oposto do que te dizem, pois isso só piora a situação. Basta fazer algo que seja inesperado...

Acreditem, resulta. Não só tornas o teu dia de merda em algo que te podes rir no dia a seguir, mas como também, passas um dia porreiro. Nada melhor que um dia inesperado.


( inesperado não significa sozinho(a) )

Segunda-feira, Outubro 31, 2005

posted by Ricardo Buarque :

deixa-me correr

deixa-me correr...

não me sigas,

não me prendas,

deixa-me correr...

desata o nó,

deixa-me seguir...

que tudo se quebre, que as amarras se soltem,

deixa-me ir, deixa-me ir,

com o vento, com a loucura

pelas ondas....

não te quero voltar a vêr, não te quero voltar a vêr...

que o sal se solte, que o calôr se esfrie, que esse batel me leve,

para longe,

de ti

deixa-me...

solta-me

desliga esse olhar cortante, essa lágrima no canto do olho...

esse esgar frio não mente

não sentes...

não tenho pena

não te odeio

amo-te

esqueço-te

ou um dia serei como tu,

vazio...

Domingo, Outubro 30, 2005

posted by Miguel C. Romão :

Manifesto: a minha vida

Venho por este meio criticar as mais altas autoridades que regem a minha vida. Este texto vem como uma manifestação normal de absoluta falta de paciência para com estas autoridades, que aplicam de modo errado os princípios de justiça na minha vida.

Tenho uma curta vida, ainda não tenho 18, e acho que mereço mais da vida do que tenho. Eu, por princípio, não gosto nem costumo queixar-me da vida, já que acredito que somos nós que fazemos o que queremos dela e colhemos os frutos das nossas acções, contudo tenho vindo a constatar que esse modelo de regência de vidas não tem sido correctamente aplicado na minha vida pelos seguintes argumentos:

1- Nunca vivi de modo a que o próximo fosse prejudicado, tenho vindo a apurar um grande sentido de altruísmo na minha vida. Inclusivamente planeio a minha vida e os meus objectivos de forma a que possa ser totalmente dedicada ao bem dos outros. Sinto que sou uma pessoa com uma apurada noção do outro e tento aplicá-la, sinto também que tenho uma personalidade claramente vocacionada para estar sempre presente quando preciso e com uma disponibilidade sentimental e psicológica para conseguir sentir o que o outro precisa.
2- Sempre pedi pouco da vida, ou até mesmo nada. A minha falta de ambições materiais e a minha falta de desejo em realizar-me a nível conjugal, têm-me vindo a levar a vida com poucas exigências. Levo uma vida onde não peço nem exijo nada a ninguém.
3- Nunca aceitei a vida que tenho como sendo um dado adquirido. Sempre tive consciência de como vivo e nunca julguei que fosse algo imutável e dado de mão beijada. Sempre reconheci o suor de quem o suou, sempre tentei suar para que outros não tivessem que suar por mim! Sinto que não vivo parasita da sociedade, sinto que tenho uma posição na vida que poucos têm: a de reconhecer como uma sorte, mas que precisa de ser sustentada por nós.
4- Tento, ao contrário de muitos, justificar o investimento na minha vida através de serviço social e do mais digno trabalho político. Sinto que a minha vida começa a “pagar-se” pela obra que tento alcançar, sinto-me raro quando sinto a necessidade de compensar a minha existência por trabalho ao próximo, principalmente sabendo que quase ninguém sente isso.
5- Nunca fui feliz e nunca me ouviram queixar-se disso. O modo como a minha vida me tem corrido, pelo que sou ou por azar, fez-me encarar a infelicidade como uma realidade sempre presente. A minha vida foi feita de modo resignado e apaziguado perante a infelicidade, de modo a conseguir ultrapassá-la em vez de me deixar mandar abaixo, como muitos fazem.
6- Nunca colhi os frutos do meu trabalho. Por mais nobre que fosse a causa e por mais empenho que eu tivesse, a verdade é que nunca recebi o que dei. Contudo nunca me deixei ir abaixo, mais uma vez resignei-me, desta feita ao facto de não poder contar com a motivação vinda do trabalho completo, mas invés do fim a alcançar, mesmo que nunca o alcance.
a. O mesmo se aplica à minha vida no modo geral. Não recebo dela o que tanto me aplico, nem ela segue os caminhos que tanto luto em tentar faze-lo.
7- O melhor modo de eu sentir-me próximo da felicidade é através da felicidade dos outros. Pouco me enche mais a alma de confiança e alegria do que conseguir com que os meus amigos partilhem comigo o que sentem quando estão felizes.
8- Para concluir, não obstante do que a minha vida me tem feito nas alíneas anteriores, vivo sempre com alegria e com ímpeto. Acreditando que a alegria não é um estado de alma mas uma obrigação para com o mundo, e acreditanto que o ímpeto para viver é a melhor maneira de criar e realizar coisas.

Tendo em conta tudo o que foi dito passo agora às minhas exigências. Sentindo-me pleno de razão em fazer juízos sobre a de injustiça que reina na minha vida.



A- Exijo que a minha obra passe a ser não só reconhecida pelas autoridades em causa, como passe a ser o principal critério aquando da avaliação da minha vida. Com isto espero conseguir terminar com os problemas referidos em 1, 3, 4 e 6.
B- Exijo mais sorte na minha vida pessoal, tanto a nível psicológico básico de interacção familiar, como até emocional de plano conjugal. Com isto espero conseguir terminar com os problemas referidos em 2,5 e 7.
C- Exijo um sorriso na cara de todas as pessoas com quem partilho a minha alegria, para sentir que a vida é algo pela qual vale a pena continuar a lutar. Com isto espero conseguir terminar os problemas referidos em 8.

Se as minhas exigências não forem cumpridas, então retiro toda a confiança e reconhecimento às autoridades em causa na manutenção dos seus postos. Sendo de imediato iniciado um processo de substituição das autoridades.
Este manifesto assenta-se num princípio básico de justiça que me faz concluir que mereço mais da vida! Eu continuarei a lutar como sempre e com o mesmo ímpeto, continuarei a estar lá para os outros, continuarei a considerar a obra como principal força motriz da nossa vida, contudo espero ver – com estas medidas – uma melhoria no que toca ao meu cansaço e disponibilidade mental, psicológica, emocional, sentimental e intelectual.
Estas medidas tendem somente a tornar a minha vida menos insuportável e com pequenas doses de felicidade e realização, para que os meus objectivos consigam ser alcançados sem ter que sofrer como se de um herói grego eu me tratasse.


Com as mais cordiais despedidas,


Miguel Romão